Resenha: Dias Perfeitos

Olá, pessoas, como vocês estão? Eu estou bem, ajustei algumas coisas por aqui e pensei “por que não voltar a escrever, como quem nunca parou?” e aqui estou eu!

Como ainda estou no processo, do caminho pela boa escrita, resolvi compartilhar com vocês que estou numa jornada de leitura, onde me desafiei a ler 20 livros no ano de 2024. Vocês podem pensar que é pouco, mas para uma pessoa que vive tendo ressacas literárias é muito!

Então, para começar, decidi trazer um livro que me foi presenteado ano passado, mas que só consegui terminar de ler em fevereiro – sim, sou a vergonha dos leitores. O livro se chama Dias Perfeitos, de Raphael Montes.

Sinopse:

Téo é um solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e examinar cadáveres nas aulas de anatomia. Durante uma festa, ele conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se roteirista de cinema. Ela está escrevendo um road movie sobre três amigas que viajam em busca de novas experiências.

Obcecado por Clarice, Téo quer dissecar a rebeldia daquela menina. Começa, então, uma aproximação doentia que o leva a tomar uma atitude extrema. Passando por cenários oníricos, que incluem um chalé em Teresópolis e uma praia deserta em Ilha Grande, o casal estabelece uma rotina insólita, repleta de tortura psicológica e sordidez.

O efeito é perturbador. Téo fala com calma, planeja os atos com frieza e justifica suas atitudes com uma lógica impecável. A capacidade do autor de explorar uma psique doentia é impressionante – e o mergulho psicológico não impede que o livro siga um ritmo eletrizan-te, repleto de surpresas, digno dos melhores thrillers da atualidade.

Minha visão:

Posso começar dizendo: se dependesse de mim, eu teria julgado esse livro pela capa e não teria comprado (não gosto de gnomos/anões de jardim), porém, como foi um livro dado de presente, comecei a ler… E AMEI – até comprei outro livro dele já, podem esperar alguma resenha dele aqui.

Sei que esse livro é de 2014, ou seja, eu tô lendo com 10 anos de atraso, mas vou escrever sobre ele mesmo assim. Então assim, sendo bem direta esse livro te deixa perplexo e em choque a cada capítulo lido, quando você pensa que vai conseguir decifrar o que está acontecendo, tu percebe que não está!

O livro começa descrevendo Téo, narrando os pensamentos dele e o que ele faz. Logo de cara já pensei “é psicopata”, e terminei com o mesmo pensamento do início. Outras características podem descreve-lo melhor? Talvez, mas só pensei nessa. Somos também apresentados a Clarice, a paixão platônica de Téo, pessoa que permite que a história gire, afinal, ela se torna uma das personagens principais.

Além deles dois, algumas outras pessoas passam pela narrativa, as mães dos personagens, amigos, ex-namorados e até um cachorro – confesso que, de todo o livro, a parte que envolveu o cachorro foi a que mais mexeu comigo, sério!

Enquanto lia, lembro que mandei algumas mensagens para Fran, tive até uma chamada de vídeo com ela, onde falamos sobre esse livro. Quando comentava as coisas, ela só ria, afinal, sabia o caos que viria adiante – valeu por não ter me dado nenhum spoiler e ter feito minha mente imaginar cenas catastróficas, o livro conseguiu ser mais criativo que eu.

O autor foi sensacional em não deixar o leitor “controlar” o que se passava, porque aquele frio na barriga acabou por durar o livro todo. Eu sou mestre em tentar adivinhar as cenas dos próximos capítulos, mas só ria de mim mesma, pois nada era como eu pensava que seria. Não é atoa que, em vários momentos, precisei parar, reler o que tinha lido, fechar o livro e ir tomar uma água, ele não é conhecido como um dos melhores autores brasileiros de literatura policial.

Em vários momentos, me senti num caso de CSI, onde uma coisa cabulosa aconteceu e os investigadores vão atrás para desvendar o crime. Só que, ao invés de alguém desvendar o crime, ninguém percebe nada, ou, quando percebem, simplesmente as coisas seguem um caminho bem fora do que esperávamos e ficamos tipo “Oi?”.

Me arrependo por ter demorado tanto para ler, minha ressaca literária me sabotou, mas fico feliz por ter acabado, pois valeu super a pena. Até porque, quando o livro terminou, eu fiquei encarando as últimas linhas, pensando: minha vida é uma farsa, eu vou precisar de mais.

Agora vocês podem estar se perguntando, recomendaria esse livro? Claro!

Mas assim, se você tem estômago fraco ou não foi formado por 10 temporadas de CSI, talvez seja bom começar por algo mais leve, caso isso não seja problema: só vai!

Então é isso, gente, espero que tenham gostado do meu retorno e que sigam acompanhando.

Beijinhos!

6 comentários em “Resenha: Dias Perfeitos”

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